Comer com as estações é um dos gestos mais simples — e mais esquecidos — de uma alimentação sustentável. Frutas, legumes e verduras da época costumam ser mais baratos, mais saborosos e exigem menos insumos (como estufas, transporte de longa distância e armazenamento prolongado) para chegar até o prato. É basicamente a mesma lógica por trás da valorização das PANC: respeitar o ritmo da natureza em vez de forçá-lo.
Com base no calendário de safras usado como referência pela Revista Sustentarea, esta é a lista de alimentos que entram no radar entre abril e julho:
Frutas
- Abacate Fortuna
- Atemoia
- Banana-maçã
- Banana-nanica
- Caqui
- Carambola
- Kiwi Nacional
- Lima-da-pérsia
- Maçã Nacional Gala
- Mamão Formosa
- Mangostão
- Maracujá Doce
- Tangerina-cravo
Legumes
- Abóbora Japonesa
- Abobrinha Brasileira
- Batata-doce Amarela
- Cará
- Jiló
- Inhame
- Mandioca
- Mandioquinha
Verduras
- Agrião
- Chicória
- Espinafre
- Milho-verde
- Mostarda
- Nabo
- Rabanete
- Repolho
- Salsa
Como usar essa lista no dia a dia
Cada um desses alimentos tem seu próprio pico de safra dentro da janela abril–julho, que pode variar conforme a região e o ano. Por isso, o ideal é usar esta lista como ponto de partida e, na hora da compra, perguntar ao feirante ou observar o preço e a aparência: alimentos na safra costumam estar mais bonitos, mais baratos e em maior quantidade nas bancas.
E, claro, o convite vai além da lista: assim como as PANC ampliam o que consideramos “comestível”, prestar atenção à sazonalidade amplia o que consideramos “época certa” de comer — e isso também é uma forma de comer de acordo com o que o território tem a oferecer.
Conteúdo baseado na seção “Alimentos da Época”, publicada na Revista Sustentarea (USP), v. 9, n. 1, abril de 2025.